Mira
Zulmira, mãe querida
Mãe, relembro agora que fui embora, fui para longe
Mas, não esqueci o bem que me ensinastes
Perguntaste: meu filho para onde?
Araguaína. E num abraço me beijastes!
Conduzindo pelo meu último e grande amor.
Essa imensa estrela bem mais nova
Ficastes em silêncio, ao te causar essa dor
Mas, junto a ela fui leal as Boas Novas.
Fostes luz na minha aurora
Ela a iluminação que permaneceu.
Se pudesses ouvir a minha voz agora:
"Mãe tudo de ti nela floresceu"!
Mãe perdoe, por favor, essa infelicidade.
Não lhe pude ser de nenhuma ajuda. Que inutilidade!
Em 4 de outubro, eu faria 40 anos de idade
Queria que meus braços de filho e médico lhe amparasse!
Para outrem direi: essas estrelas têm nomes sim.
Uma e Zulmira que me fez homem assim
Outra e TECA que te foi amiga, irmã e filha enfim.
É a Terezinha que nunca se esquecerá de mim.
Marudá 10 de julho de 2008
Eduardo João Mendes Bezerra
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
MARCONI: PLAUSÍVEL ITINERÁRIO
Sabes que vim
De lá que de tão longe
Deve ser aqui do lado
Hermético, a cadeado
Onde deixei a bula
Que me foi dada
Meu compromisso de trabalho
Onde me foi confiado
Meu rebanho
Acho-me em trinta e seis
Alguns bons motivos pra lembrar
Outros sepultados
Coronel, bacharel, menestrel
Cavalheiro, peão , mula
Águia, cão, carrapato
Talvez inda capaz
Duma careta
De desvirar a mesa
A postas certezas
Que andei a buscar
O horizonte crepúsculo
Onde dormirei
Esse apenas cogito
Segredando com o Pai
No certo de que me ouve
Promessa,
Carne,
Cinza
Carne
Promessa
O sol rebrota
Após a colheita
E quando mais pesa o caminho
E já cursamos muito
Sabes que vim
De lá que de tão longe
Deve ser aqui do lado
Hermético, a cadeado
Marconi Barros
Marconi:ALVORECERÁ
Não importa a febre
Os claros no telhado
O desalinho da tua roupa
Os olhos de sopa fria da amada
A sinceridade do espelho
Vês que o sol ignora tudo
E a manhã virá
Em ouro ou prata
Alvorecerá
Marconi Barros
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Eurlene Arruda: “Palavra”
Estou no texto
No teu verso
Estou na trova
Na tua prosa
Estou na obra
Na poesia do poeta
Estou no lixo
No escrito do jornal.
Estou na missa
No culto dominical
Estou na rua
No muro e no mural
Estou no palácio
No casebre na favela
Estou nas cores
No branco da garça
No azul do céu
No verde das matas
Estou no amarelo
Estou no tribunal
Nas lutas dos oprimidos
Estou nas buscas,
Nas conquistas de ideais
Estou no grito de socorro
Nas juras de amor
EU SOU A PALAVRA.
Eurlene Arruda
No teu verso
Estou na trova
Na tua prosa
Estou na obra
Na poesia do poeta
Estou no lixo
No escrito do jornal.
Estou na missa
No culto dominical
Estou na rua
No muro e no mural
Estou no palácio
No casebre na favela
Estou nas cores
No branco da garça
No azul do céu
No verde das matas
Estou no amarelo
Estou no tribunal
Nas lutas dos oprimidos
Estou nas buscas,
Nas conquistas de ideais
Estou no grito de socorro
Nas juras de amor
EU SOU A PALAVRA.
Eurlene Arruda
Eurlene Arruda: Noturno
Calma a rua
Clara a lua.
Silêncio noturno
Suspiro profundo.
Bocas profanas
Blasfêmias, retovos
Coisas tiranas.
Tudo acontece
Quando anoitece
Multidão agradce
Quando amanhece.
Obrigado, Senhor pela vida!
Eurlene Arruda
Clara a lua.
Silêncio noturno
Suspiro profundo.
Bocas profanas
Blasfêmias, retovos
Coisas tiranas.
Tudo acontece
Quando anoitece
Multidão agradce
Quando amanhece.
Obrigado, Senhor pela vida!
Eurlene Arruda
O tempo passa
O tempo passa...
As coisas passam...
Por cima das outras
A vida passa...
Não espere, Desfrute-a.
O Homem passa...
O tempo passa...
O mundo passa...
A dor passa...
A lavadeira lava/ E passa.
O homem passa...
Manda e desmanda.
E manda... E comanda
O tempo passa...
As verdades ficam,
Com elas: dúvidas e traições.
O Tempo passa...
Fere corações, acende paixões.
O tempo dá um tempo...
Para quem quer viver.
E passa...
E deixa livre o pensamento.
O jogador passa...
Dando a última cartada.
E passa... E pede para ficar.
Pede para sentir o tempo passar.
O tempo passa...
As pessoas passam...
E eu passo aqui meus momentos
Dando um tempo aos meus sentimentos.
Autor: Claudemir Oliveira dos Santos
Site: http://www.claudemir.pro.br/
E-mail: claudemir41@hotmail.com
As coisas passam...
Por cima das outras
A vida passa...
Não espere, Desfrute-a.
O Homem passa...
O tempo passa...
O mundo passa...
A dor passa...
A lavadeira lava/ E passa.
O homem passa...
Manda e desmanda.
E manda... E comanda
O tempo passa...
As verdades ficam,
Com elas: dúvidas e traições.
O Tempo passa...
Fere corações, acende paixões.
O tempo dá um tempo...
Para quem quer viver.
E passa...
E deixa livre o pensamento.
O jogador passa...
Dando a última cartada.
E passa... E pede para ficar.
Pede para sentir o tempo passar.
O tempo passa...
As pessoas passam...
E eu passo aqui meus momentos
Dando um tempo aos meus sentimentos.
Autor: Claudemir Oliveira dos Santos
Site: http://www.claudemir.pro.br/
E-mail: claudemir41@hotmail.com
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Edson Gallo: O que é conto?
O que é conto?
“QUEM CONTA UM CONTO, AUMENTA UM PONTO”.
Definir o conto, talvez, seja tão difícil quanto responder a questão, o que é Literatura? Para isso, teríamos que recorrer a uma infinidade de teorias e à busca de parâmetros históricos, estilísticos, semântico-estruturais, etecetera ,etecetera... . No entanto, o conto moderno ou, a short-story , como preferem os ingleses, apresenta algumas características peculiares, que seriam; uma narrativa curta, concentrada em um conflito único, já próximo do desfecho, não se prendendo tanto à caracterização de personagens, tempo e espaço.
Muitos autores consagrados, já tentaram, não em vão, definir o conto, ou mesmo enquadrá-lo como um gênero à parte. Mário de Andrade, no conto “Vestida de Preto”, começa assim: “tanto andam agora preocupados em definir o conto que não sei se o que eu vou contar é conto ou não, sei que é verdade.” Já, Machado de Assis, sem dúvida, o nosso maior escritor de todos os tempos, alertava para a dificuldade de se escreverem contos: É gênero difícil, a despeito da sua aparente facilidade.”
O conto, hoje, é muito mais dinâmico do que as amarras ou f(ô)rmas que a Teoria Literária tentou impingir-lhe. Agora, o conto varia de acordo com as perspectivas temáticas frente ao real; daí ouvirmos falar em contos regionalistas, contos policiais, contos psicológicos, contos sociais, contos de costumes, contos realismo-fantástico, contos eróticos, contos religiosos... ou mesmo, contos tocantinenses.
A literatura atual vive sob o estigma da pós-modernidade, cuja batuta regente é a velocidade. Tudo é fast , breve, sintético, conciso. Vivemos regidos por uma angustiante falta de tempo (ou, economia de tempo, como eles querem).Viver cada minuto como se fosse o último. É este carpem die pós-moderno chamado brevidade, que acredito, seja a mais marcante característica do conto, e que tem sido a responsável pela grande aceitação desse gênero junto ao público leitor.
Outra consideração oportuna, seria quanto á qualidade do conto. Que critérios são observados para definirmos se um conto é bom ou ruim? Outra vez a subjetividade entra em campo e, acredito, que um bom começo seria; Conto Bom é aquele que você lê de uma só assentada! Sem interrupção. A brevidade da narrativa, o número de páginas ou laudas, a rigidez de construção, a veracidade ou não do que se conta, nada disso tem importância se o conto não atingir o seu objetivo que é , segundo Poe: “atingir o estado de excitação e exaltação da alma.”
Paradoxalmente, o assunto é muito longo, portanto, faço uso invertido do velho ditado: Quem quiser aumentar o ponto que conte um conto.
Edson Gallo, é escritor , professor e pós-graduado em Literatura Brasileira.
“QUEM CONTA UM CONTO, AUMENTA UM PONTO”.
Definir o conto, talvez, seja tão difícil quanto responder a questão, o que é Literatura? Para isso, teríamos que recorrer a uma infinidade de teorias e à busca de parâmetros históricos, estilísticos, semântico-estruturais, etecetera ,etecetera... . No entanto, o conto moderno ou, a short-story , como preferem os ingleses, apresenta algumas características peculiares, que seriam; uma narrativa curta, concentrada em um conflito único, já próximo do desfecho, não se prendendo tanto à caracterização de personagens, tempo e espaço.
Muitos autores consagrados, já tentaram, não em vão, definir o conto, ou mesmo enquadrá-lo como um gênero à parte. Mário de Andrade, no conto “Vestida de Preto”, começa assim: “tanto andam agora preocupados em definir o conto que não sei se o que eu vou contar é conto ou não, sei que é verdade.” Já, Machado de Assis, sem dúvida, o nosso maior escritor de todos os tempos, alertava para a dificuldade de se escreverem contos: É gênero difícil, a despeito da sua aparente facilidade.”
O conto, hoje, é muito mais dinâmico do que as amarras ou f(ô)rmas que a Teoria Literária tentou impingir-lhe. Agora, o conto varia de acordo com as perspectivas temáticas frente ao real; daí ouvirmos falar em contos regionalistas, contos policiais, contos psicológicos, contos sociais, contos de costumes, contos realismo-fantástico, contos eróticos, contos religiosos... ou mesmo, contos tocantinenses.
A literatura atual vive sob o estigma da pós-modernidade, cuja batuta regente é a velocidade. Tudo é fast , breve, sintético, conciso. Vivemos regidos por uma angustiante falta de tempo (ou, economia de tempo, como eles querem).Viver cada minuto como se fosse o último. É este carpem die pós-moderno chamado brevidade, que acredito, seja a mais marcante característica do conto, e que tem sido a responsável pela grande aceitação desse gênero junto ao público leitor.
Outra consideração oportuna, seria quanto á qualidade do conto. Que critérios são observados para definirmos se um conto é bom ou ruim? Outra vez a subjetividade entra em campo e, acredito, que um bom começo seria; Conto Bom é aquele que você lê de uma só assentada! Sem interrupção. A brevidade da narrativa, o número de páginas ou laudas, a rigidez de construção, a veracidade ou não do que se conta, nada disso tem importância se o conto não atingir o seu objetivo que é , segundo Poe: “atingir o estado de excitação e exaltação da alma.”
Paradoxalmente, o assunto é muito longo, portanto, faço uso invertido do velho ditado: Quem quiser aumentar o ponto que conte um conto.
Edson Gallo, é escritor , professor e pós-graduado em Literatura Brasileira.
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