terça-feira, 20 de dezembro de 2011

FELIZ NATAL

Feliz Natal! Ecoa a cada instante nestes dias. Feliz Natal! Eu repito sentindo a paz brotar no meu coração. Afinal o que é Natal?

Vejo no presépio a imagem de um menino abrindo os braços e sorrindo para mim, e no comércio árvores enfeitadas com luzes coloridas e os mais criativos enfeites, enquanto um bom velhinho vestido de vermelho com gorro também vermelho e o orlado e o penacho brancos que combinam com a farta barba nívea que o tornam bem agradável, fazendo assim a felicidade de toda a criançada.

Eu paro e me pergunto: Como foi que tudo isso começou? E o que significa? E como o Menino Jesus se tornou árvore? E este Papai velhinho bonachão o que tem a ver com o Natal?

Bom, assim me contaram e eu repasso aos meus netinhos.

Lá em Belém na Judeia, Jesus nasceu numa gruta que abrigava uns animais, José e Maria que não tinham encontrado lugar nas hospedarias da cidade recolheram-se fora da cidade entre os pastores e ali num curral nasceu o Deus menino.

São Francisco de Assis no século XIII fez pela primeira vez a encenação deste fato através do presépio.

A árvore de Natal tem o significado na árvore da vida, como no Paraíso terrestre houve a árvore que trouxe o pecado a toda a humanidade, JESUS é a nova árvore que traz a salvação para todos. Esta árvore ( Jesus ) tem raízes no presépio.

Papai Noel é a representação da munificência do Bispo de uma cidade da Turquia -São Nicolau- que viveu nos primeiros séculos do cristianismo.

Na Igreja Oriental ele é bastante venerado. Conta a história que havia uma jovem que não tinha o enxoval para o casamento, por isso ela vivia muito triste. São Nicolau que era muito caridoso, porém não querendo aparecer, durante a novena do natal, arrumou tudo que se faz necessário para um casal e mandou entregar a noiva dizendo que era o Papai Noel que estava enviando. E assim o Papai Noel ficou conhecido no mundo inteiro como o bom velhinho que traz presentes para todas as crianças.

DESEJO QUE O MENINO JESUS REINE EM TODOS OS CORAÇÕES TORNANDO MAIS FELIZ O SANTO NATAL! QUE 2012 SEJA PLENO DE BOAS REALIZAÇÕES!

Angelo Bruno - Araguaína-TO, 18-12-2012.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Concurso Nacional “Esperanças em Prosa & Verso”

GRANDE OPORTUNIDADE PARA TODOS OS ESCRITORES (com informações do Escritor e poeta Zacarias Martins de Gurupi)
Concurso Nacional


REGULAMENTO

1. EDIÇÕES ALBA e o Grupo Sul-mineiro de Poesia, com o apoio da Academia Varginhense de Letras, Artes e Ciências, promovem o Concurso Nacional “Esperanças em Prosa & Verso”, com o objetivo de estimular a criação literária e divulgar a produção de poetas e prosadores, em antologia nacional, sob regime cooperativo.

2. O concurso é aberto a textos literários, em forma de contos, crônicas e poemas (modernos ou clássicos), em língua portuguesa. Tema: ESPERANÇA(S).

3. Os textos em prosa deverão ser enviados, em dupla via, datilografados, em espaço dois, ou digitados, em espaço 1,5, fonte 12, em papel tamanho A4, de um só lado da folha, contendo título e pseudônimo do autor. Os textos deverão ter, no máximo, cinco laudas, no caso de contos, e três, nas crônicas, com 30 linhas cada lauda.

4. Os poemas, clássicos ou modernos, deverão ter um mínimo de oito versos e um máximo de 45, devendo ser enviados, em dupla via, datilografados ou digitados, em papel tamanho A4, de um só lado do papel, contendo título e pseudônimo do autor. Concorrerão em duas categorias: poemas e sonetos. Os sonetos deverão ser compostos, obrigatoriamente, em versos decassilábicos ou alexandrinos.

5. O prazo de inscrições encerra-se em 30 de dezembro de 2011, valendo a data da postagem.

6. O resultado do concurso será divulgado em março de 2012, através dos meios de comunicação indicados pelos concorrentes na ficha de inscrição.

7. Os textos deverão ser enviados para EDIÇÕES ALBA, Caixa Postal 2030 — VARGINHA — MG — 37002 — 971, acompanhados da FICHA DE INSCRIÇÃO anexa, devidamente preenchida, e de cheque nominal a ANÍBAL ALBUQUERQUE, no valor da taxa de inscrição: R$ 10,00 (dez reais). Sob o mesmo pseudônimo, e com o pagamento de uma taxa de inscrição, o autor poderá inscrever um texto em cada categoria. Sob diferente pseudônimo, e com o pagamento de nova taxa, outros textos poderão ser inscritos. Se o concorrente preferir, o valor da taxa de inscrição poderá ser enviado em selos novos.

8. O pagamento da taxa de inscrição poderá ser efetivado, também, em depósito na conta corrente 11.532 — 9, Agência 3178 do Banco Itaú, destinado a ANÍBAL ALBUQUERQUE, no mesmo valor indicado no item 7.

9. O poeta ou prosador classificado em primeiro lugar receberá dez exemplares da antologia nacional e troféu. O classificado em segundo lugar receberá oito exemplares da antologia e troféu. O classificado em terceiro receberá seis exemplares da antologia, medalha e certificado. O classificado em quarto receberá quatro exemplares da antologia, medalha e certificado. O classificado em quinto lugar receberá medalha e certificado.

10. Além dos cinco primeiros colocados em cada categoria, os escritores que obtiverem menção honrosa ou tenham sido selecionados para publicação serão convidados a participar da antologia nacional Esperanças em Prosa & Verso, a ser lançada por EDIÇÕES ALBA, em regime cooperativo, no primeiro semestre de 2012.

11. Todos os concorrentes classificados ou com menção honrosa receberão certificados.

12. A Academia Varginhense de Letras, Artes e Ciências concederá o “Troféu Mariângela Calil” ao concorrente que obtiver maior soma de pontos em todas as categorias de que participar.

13. O julgamento será feito por uma comissão de três membros, composta por acadêmicos e especialistas em literatura. 14. Os textos enviados não serão devolvidos.

15. O não cumprimento de qualquer um dos itens deste regulamento implicará na desclassificação automática do participante.

16. A FICHA DE INSCRIÇÃO deverá ser destacada deste folheto e, após seu correto e completo preenchimento (inclusive, currículo), ser enviada, em envelope menor, dentro do que contiver os textos concorrentes. O envelope menor deverá conter, além da ficha, o cheque correspondente à taxa de inscrição ou o comprovante de depósito. Externamente, o envelope menor apresentará, unicamente, o pseudônimo do autor.

17. O envio dos textos, acompanhados da ficha de inscrição, configura a aceitação plena, por parte do participante, de todas as condições estabelecidas neste regulamento.


Concurso Nacional

“Esperanças em Prosa & Verso”

FICHA DE INSCRIÇÃO

(Pode ser reproduzida em fotocópia)

(Preencher em letras de forma)


Nome:____________________________________________

Pseudônimo:_______________________________________

Conto: ___________________________________________

Crônica: __________________________________________

Poema: ___________________________________________

Soneto: ___________________________________________

Endereço: _________________________________________

Cidade:_______________________________ Estado:_____

CEP: __________________ Telefone: __________________

Endereço eletrônico: ________________________________

Identidade: __________________CPF: _________________

Data de nascimento: ________________________________

Profissão: _________________________________________

Estado civil: _______________________________________

Como tomou conhecimento do concurso: _______________________________________

Meio de divulgação desejado: ________________________

Forma de pagamento da taxa de inscrição:

Cheque nº __________________ Banco ________________

Depósito bancário ______________ Selos novos:_________

Se estudante, preencher:

Estabelecimento de Ensino: __________________________

Breve currículo_______________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

(Preencher à máquina ou em letras de forma)

APOIO CULTURAL:

EDIÇÕES ALBA - 17 anos
O custo do livro a seu alcance
E-mail: anibalalbuquerque@terra.com.br
Telefax: 0XX 35 3222 2529
Caixa Postal 2030
VARGINHA - MG — CEP 37002 - 971

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

ESTRELA DA MANHÃ


ESTRELA DA MANHÃ
 
No deserto foi Ele tentado
O teu glorioso Senhor
O Manto Santo então sorteado
Trouxe Fé, Esperança e Amor
 
E o Verbo se fez carne
E a carne se fez pão
Nessa videira sagrada
Na transubstanciação
 
Lancetado foste no teu lado
Derramado foi teu coração
Entre os criminosos contado
O carmesim tingiu a redenção
 
Entorpecedor fel não bebeu
Louvado seja Majestade
Coroa de espinho e dor recebeu
Destruirá principados, potestades
 
E o Verbo se fez carne
E a carne se fez pão
Nessa videira sagrada
Na transubstanciação
 
Entre o ricos foi sepultado
Morte estranha, virginal geração
Ao terceiro então ressuscitado
Para todos trazer salvação
 
"Encandeia" a estrela no estábulo o mundo
Feridas de cravos, látego e lança
Tanta dor senti nem um segundo
Tua agonia meu prazer, esperança
 
E o Verbo se fez carne
E a carne se fez pão
Nessa videira sagrada
Na transubstanciação
 
Á direita do Pai Eterno sentado
Sacro sangue quitado o preço
Infinito perdão ofertado
Meu Jesus! É tudo o que careço
 
E o Verbo se fez carne
E a carne se fez pão
Nessa videira sagrada
Na transubstanciação
 
Fernando Santos

sábado, 10 de dezembro de 2011

Ana Maria Machado é eleita presidente da Academia Brasileira de Letras

Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR 09/12/2011

A Academia Brasileira de Letras (ABL) elegeu, por unanimidade, na quinta, a diretoria que ficará à frente da instituição no próximo ano. A escritora e imortal Ana Maria Machado será a nova presidente. Ela substituirá o acadêmico Marcos Vinicios Vilaça, que dirigiu a ABL nos biênios 2006/07 e 2010/11.
Os demais dirigentes são Geraldo Holanda Cavalcanti (secretário geral), Domício Proença Filho (primeiro secretário); Marco Lucchesi (segundo secretário) e Evanildo Cavalcante Bechara (tesoureiro).
Segunda mulher eleita presidente da ABL (a primeira foi a acadêmica Nélida Piñon, em 1997, ano do centenário da Academia), Ana Maria Machado afirmou, ao ter seu nome confirmado: "Daremos continuidade à linha de atividades voltadas para a promoção dos melhores valores da cultura nacional e da língua portuguesa. A dinâmica da Casa será a mesma iniciada pelas gestões anteriores. Independentemente disso, dirigiremos nossa ênfase para duas celebrações em particular, o centenário de morte do Barão do Rio Branco e a celebração do centenário de nascimento de Jorge Amado".

A solenidade de posse da nova diretoria está marcada para 15 de dezembro, quinta-feira, às 17h, no Salão Nobre do Petit Trianon, no Rio de Janeiro.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

XII FESTIVAL ABERTO DE POESIAS DE ARAGUAINA SUPERA EXPECTATIVAS


           Com as dependências do auditório Padre Remigio Corazza, no colégio Santa Cruz completamente tomadas, aconteceu na noite desta sexta-feira, dia 02, a 12ª edição do Festival Aberto de Poesias de Araguaína – FEPEARA. Trinta concorrentes nas categorias Adulto e Infanto-Juvenil, disputaram os prêmios de Melhor Poesia e Melhor Intérprete. Ao final das apresentações, um júri formado por membros da “Acalanto” e convidados, foi o seguinte o resultado:

Poesia Categoria Adulto:
1° Lugar: A Casinha Lá do Mato
Poeta: Antonio Brito de Sousa – Babaçulândia.
2° Lugar: Desconhecida Morte
Poeta: José Ronaldo – Araguaina
3° Lugar: Recomeçar... Sendo Feliz Agora
Poeta: Uilton David – Araguaina.
Interpretação:
- Brenda Cavalcante
Poesia: Inspiração.
Melhor Poesia Por Aclamação Popular (Geral):
Poesia: Saberes
Poeta: Lucas Corrêa Mendes
Poesia Destaque do Festival (Geral):
- Plugado
Poeta: Roberto Guerrero
Categoria Infanto-Juvenil:
1° Lugar: Amor Verdadeiro
Poeta: Fernanda Marques
2° Lugar: O Mundo Atual
Poeta: Camila Silva
3° Lugar: Brasil. Violência ou Paz?
Poeta: Wanderson Messias.
Melhor Interpretação:
- Camila Silva
Poesia: O Mundo Atual.
               Todos os participantes receberam certificado e medalha de participação. Artistas de Palmas, Babaçulândia, Nova Olinda e Arapoema também concorreram no festival.
               Além das apresentações literárias, o evento contou com atrações também especiais: Música Gospel com a cantora Rosany Cardoso; Grupo de Dança de Babaçulândia; Dança com a cadeirante Lizandra; Coral da FACDO, e ainda apresentações de poetas diversos e uma “canjinha” com a poeta e cantora Mara Rita de Palmas.
              O público prestigiou o evento comparecendo e participando ativamente do evento que promete mais sucesso para o próximo ano.
A organização agradece o apoio do Grupo de Jovens “Apocalipse’ e de todos os concorrentes, parabenizando-os pela brilhante participação.

Luiz Aparecido
Coordenação Geral.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

A POESIA DÁ O AR DE SUA GRAÇA NESTA SEXTA EM ARAGUAINA.

                                                                    FEPEARA          
 Acontece na noite desta sexta-feira, dia 02/12/2011, a partir das 20 horas, no auditório padre Remígio Corazza, no Colégio Santa Cruz, a 12ª edição do Festival Aberto de Poesias de Araguaina. 30 concorrentes estarão se apresentando em duas categorias: Infanto-Juvenil e Adulto, concorrendo nos seguintes itens: Melhor Poesia; Melhor Intérprete; Melhor Poesia Por Aclamação Popular (voto do público presente) e Poesia Destaque do Festival, dentro de suas respectivas categorias. Todos os concorrentes receberão medalhas e certificados e troféus em suas classificações.
           Além de poetas de Araguaina, foram classificados poemas das cidades de Nova Olinda, Palmas, Babaçulândia e Arapoema, descobrindo poetas e intérpretes das mais diversas regiões. O evento constará das interpretações dos poemas e ainda, dança e música ao vivo. Entrada franca.

Evento:

- XII Festival Aberto de Poesias de Araguaína.
Data/Local/Horário:
- Dia 02 de dezembro, Auditório Padre Remigio Corazza – Colégio Santa Cruz, 20 horas.

Apresentações:
- Interpretação de Poesia, Música e Dança.

Apoio:
- Faculdade Católica Dom Orione/Nupex
- Deputado Federal Lázaro Botelho

Promoção:
- Grupo Apocalipse – Coordenação Luiz Aparecido

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Postergância

by Janete Santos


Grandes supermercados são demasiado trabalhosos de se visitar aos finais de semana, principalmente próximo a datas festivas. Trânsito interno congestiona geralmente, muita gente abastada entupindo seus carrinhos GG, sem necessidade de fazer anotação ou trazer lista, preocupação apropriada mais a assalariados, mormente o assalariado “mais baixo na escala de trabalho”, como manifesto no discurso casoyístico de boris jornalista, ao expor assoberbando-se, na clareza de sua turva consciência, a ideologia classista elitista que o impregna, repreendendo os garis que ousaram felicitar sua própria espécie (humana!), em final de ano.

Como sei que assim o é nos estabelecimentos da cidade onde moro, sigo atenciosa pelos corredores para evitar atropelamentos, empurrando pacientemente meu carinho PP. Um neto e a avó caminham entre as prateleiras do supermercado numa parceria tão simétrica quanto à assimetria entre suas gerações. O garoto meigo e vivaz, transporando desejos mirins, orçamenta e avalia junto com a avó as possibilidades: “olha, vó, esse chocolate tá barato, são cinco reais”, informa salivando e com os olhos agitados, comuns a meninos de sua fase. Serena, ela concorda, avaliando afetivamente a embalagem, como se acarinhasse por extensão o desejo do neto: “é mesmo, meu filho, tá mais barato que aquele ovo de páscoa que a gente viu no outro supermercado”. Exalando uma suave ternura nos gestos e na aparência idosa, a afável senhora olha e reolha a apetitosa barra de chocolate, acariciando-a com a palma da mão bem aberta, permitindo-me prever a gostosura sendo lançada na pequena cesta, que o garoto segurava como gentil cavalheiro de sua dama nona.

Dirigi-me à seção de higiene, seguindo após para os enlatados. Na seção de frutas avisto novamente, a certa distância, o casal meticuloso. O menino agora admira uma roliça e brilhante maça verde, a avó o acompanha parceira. Em sua cesta, alguns itens já definidos. Sigo para a seção de biscoitos, depois à de congelados, e reencontro-os, desta vez, na seção de yogurtes. O garoto apenas olha indulgente para a avó e para as bebidas lácteas, desta vez sem nem ao menos tocá-las. Ela o acompanha na atitude. Disperso-me, ainda, pela adega, admirando algumas garrafas de vinhos, perguntando-me por que me são deliciosos aos olhos mas repulsivos ao paladar, se considerados bebidas finas de reis e rainhas história afora, concluindo, então, ser porque não tenho nem nunca terei o tal sangue azul.

Após esse devaneio, sigo ao caixa menos lotado, cruzo os braços para não cansá-los dependurados à toa, pois a demora até chegar minha vez não seria pouca. Novamente, o casal familiar me atrai a atenção, já no caixa ao lado. O menino estende a cesta no balcão e vai cuidadosamente mostrando os itens à balconista para registrá-los. Sem o que fazer, para distrair-me, acompanho a sequência das mercadorias: dois quilos de arroz, um de feijão, dois pacotes de leite de duzentos gramas cada, um quilo de farinha, quatro batatas, três cebolas, um pimentão, meia dúzia de bananas, uma pequena cuba de ovos, mas, ei!, tá faltando algo! Espicho o pescoço, procuro o chocolate, a maçã, e, não os vendo, nem penso mais no yogurte.

A avó contou as notas todas que possuía, chegando a cinqüenta reais, pagou a conta e recebeu o troco, do qual provavelmente ainda pagaria o ônibus de volta pra casa, muita falta o troco faria se ela tivesse sucumbido ao amor de avó, que não recusa um justo mimo ao neto. Mas ela só pôde manifestá-lo através de expressiva ternura a ele dispensada, deixando-o saborear ao menos com os olhos o que a precariedade financeira não permitiria usufruir, afora ter suportado com elegância a dor de espírito que certamente soube camuflar por não poder satisfazer a carência de outras doçuras do menino. E ele, cúmplice, sabia que a ausência, aquela que tanto me incomodou, seriam itens de luxo para uma criança que tinha que aprender já tão cedo a subjugar e a postergar a satisfação de seus desejos mais triviais.

by Janete Santos