sexta-feira, 14 de setembro de 2012




ARAGUAINA GANHA NOVA ESCRITORA

Neste sábado, 15, a partir das 20h, na GEP Livraria de Araguaina, Fernanda de Alcântara Alencar faz sua estreia na literatura com o livro de crônicas “Srta. Fê – uma contadora de histórias em busca de pontos e mais pontos de vista”. Um título extenso que faz jus ao que o leitor vai longamente deliciar. No prefácio, o jornalista e também escritor jjLeandro diz que o livro: “apresenta características hilárias e bem construídas”.
A obra é fruto do trabalho da escritora com histórias que abrangem sua infância e adolescência. A seleção das crônicas do livro permite ao leitor conhecer peculiaridades dos personagens sob a ótica da imaginação criativa da autora e a evolução de seu trabalho nos dois períodos de sua vida. Os textos foram selecionados pelo escritor Edson Gallo, fã de carteirinha da autora, que os reuniu prometendo fazer um livro para a filha que despertasse o interesse coletivo das pessoas pela leitura. “Ela escrevia em um blog, capturei-os de presente para o papel”, afirma Gallo.
Fernanda de Alcântara Alencar conta que “o livro fala do cotidiano da minha família, amigos, e de algumas inspirações a cerca do que eu via e ouvia. Quase todas as histórias e contos são ambientados em Araguaína, deixando transparecer o olhar crítico da criança e da adolescente que fui”. Fernanda já não se considera mais a mesma do livro. Hoje com mais de 20 anos comunga de vários outros pontos de vista, o que é comum a uma jovem em constante formação. Contudo, relata que respeita e se preserva através da obra com carinho enorme, afinal “é o depoimento e a visão verdadeira de uma fase de minha vida”. Para a autora, seria interessante que muitos outros jovens pudessem compartilhar da mesma experiência que ela deixando suas impressões registradas em livro. “Sem dúvida, teríamos um mundo bem melhor”, sonha.  


Por assessoria de Fernanda de Alcântara Alencar – 12/09/12


Postado por jjLeandro

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Foto de jjLeandro



A MORTE NÃO MANDA AVISOS

Antes de sair ontem da fazenda para Araguaina um uivo comprido e fino de romper tímpanos espetou a madrugada. Da cama, protegido do frio do cerrado pelo cobertor, pus sentido nele. Não perdeu forças até findar de repente. Outros vieram depois lúgubres e prolongados como o primeiro. Percebi lá fora no pátio a inquietação dos cachorros, Tupã e Diana, guardiães da sede, desafiados.  Alvoroçaram-se em volta da casa latindo forte para os rumos do riacho e da mata da reserva legal quatrocentos metros além. Latidos intermitentes, como para coser a paz rompida da alvorada. No oitão esquerdo da casa o garanhão bateu cascos no chão do piquete endurecido pela estiagem. Também trotou nervoso na escuridão roçando o corpo ancho nos caniços secos do capim andropogon. Tudo ali pertinho de mim, o uivo parecendo brotar da escuridão do corredor da casa que leva aos quartos.
Quem desafiava assim a paz da madrugada?  Imediatamente, pelos latidos dos cachorros, elucidei o enigma de dias antes, na noite do desaparecimento do vaqueiro, encontrado morto na faixa de domínio da TO-080 dois dias depois de se acidentar com a própria moto, seis quilômetros distantes da fazenda.  Aqueles uivos não eram os primeiros. Na ocasião do desaparecimento do vaqueiro foram interpretados por minha sogra como presságios da Diana.
À mesa no café da manhã, ela me olhou com o véu da superstição ainda diante dos olhos. A claridade do sol fora incapaz de varrer-lhe da face os últimos vestígios da noite mal dormida pelo sumiço do funcionário.
— Você ouviu a Diana?
— Ouvi.
— Aquilo é mau agouro... o homem desaparecido. Isso não pode ser coisa boa.
Persignou-se em seguida.
Procurei aliviar a angústia dela.
— Pareceu-me que ela sentiu o frio da madrugada.
Sacudindo negativamente a cabeça, contra-atacou com certa razão:
— Mas há tempos faz frio.  Por que só agora com o desaparecimento do vaqueiro ela veio chorar assim tão feio?
Não desvendei o mistério antes porque os cachorros não latiram na noite do desaparecimento do vaqueiro. O uivo prolongado e triste não se repetiu naquela noite. Na madrugada de ontem foram ao menos três. Se a sogra não tivesse viajado antes de mim, com certeza tentaria impugnar meu retorno a Araguaina dirigindo o carro pela BR 153. Diria: “É mau agouro, não vá. Não viu o que aconteceu com o vaqueiro?”
Ainda na cama, evitando mudar de posição para não tocar a colcha fria fora do corpo, abri um sorriso: “Ah, não foi a Diana naquele dia. Foi o guará quem uivou”. Ladino, o lobo sondava uma vez mais o terreno. Queria constatar a vigilância frouxa ou a inexistência dela para abocanhar facilmente as galinhas no poleiro ou os leitões na pocilga.
A primeira coisa que fiz depois de levantei e abrir a porta da varanda  e como sempre Diana e Tupã me recepcionarem com a esperteza de sempre, o rabo oscilando alto de felicidade por me verem, foi afagar-lhes a cabeça e deitar antecipadamente na vasilha a ração matinal dos dois.
Podem ter estranhado a recompensa antes da hora, mas com certeza ficaram felizes.  

jjLeandro

quinta-feira, 3 de maio de 2012

ESTAÇÃO GURUPI DA FEIRA LITERÁRIA INTERNACIONAL DO TOCANTINS







LITERATURA DE GURUPI EM FESTA COM A ESTAÇÃO GURUPI DA FLIT - ABERTURA FOI DIA 26 DE ABRIL, À NOITE. O PÚBLICO SUPEROU AS EXPECTATIVAS DA SECRETARIA DE CULTURA DE ESTADO. (Fotos de Zacarias Martins)

quinta-feira, 19 de abril de 2012

EM NONO ANIVERSÁRIO, ACALANTO EMPOSSA SEIS NOVOS MEMBROS

A Acalanto — Academia de Letras de Araguaina e Norte Tocantinense — empossa nesta sexta-feira, 20, às 20h30min, no auditório da OAB, seis novos membros da entidade. São eles: Angelly Bernardo (poeta e romancista) e José Alberto Viana Amorim (contista), de Tocantinópolis; Jorge Palma Fernandes da Silva (cronista e contista) e Antônio Ferreira Lima (contista), de Araguaína; Jádson Barros Neves (contista), de Guaraí; e Antônio Brito de Sousa (cordelista e poeta), de Babaçulândia.
A posse acontece no mesmo dia em que a academia comemora seu nono aniversário de fundação. Segundo Edson Gallo, presidente da Acalanto, com os novos imortais cresce a penetração da entidade nos municípios que compõem a região norte. “Isso vai de encontro ao desejo da Acalanto de ampliar o seu raio de ação, principalmente porque temos bons escritores em outros municípios e queremos que participem conosco da vida literária da nossa região”, comenta.
Além da posse haverá interpretações musicais, declamação literária e exposições de pinturas de Vera Leite e fotografias de Ulisses Holanda no local.  Ao final do evento será serviço um coquetel.


Ascom/Acalanto – 19-4-2012

segunda-feira, 16 de abril de 2012

POSSE NOVOS ACADEMICOS E ANIVERSARIO DA ACALANTO

Araguaina/TO, 16 de abril de 2012.








Prezado Senhor,





ATENÇÃO!!! RETIFICAÇÃO!!!! DATA E LOCAL!!!!!



Caros Acadêmicos,


Por motivos alheios à nossa vontade e, também, pelo fato de ainda não possuirmos sede própria, informamos a todos os acadêmicos que a Cerimônia de posse e Diplomação dos membros da ACALANTO foi antecipada para o dia 20/04/2012, (sexta-feira) as 19h30m, no Auditório da OAB-Araguaina/TO.

Sendo o que havia para o momento, externamos nossas desculpas, colocando-nos à disposição para outras informações que desejar.



Atenciosamente,
Edson C. Alencar
Presidente

Contato:
e-mail mailto:acalanto09@gmail.com%20edsongalo@gmail.com

Telefone (xx) 3421-4218.

quinta-feira, 15 de março de 2012

GALLO LANÇA A COR DO POEMA EM ARAGUAINA


O escritor Edson Gallo, presidente da Academia de Letras de Araguaina e Norte Tocantinense - Acalanto, lança nesta sexta-feira, 16, às 20h, na AABB de Araguaina o livro A Cor do Poema. A sessão de autógrafos ocorre dentro do evento lítero-musical Gallo´s Noites e Quintais, com participação de outros autores da região norte do estado e músicos da cidade.
A Cor do Poema é o segundo livro de poesias do autor, que pretende com a obra demonstrar que um poema tem vários matizes, vários sentimentos, várias formas de expressão. Para Gallo, “não existe uma cor predominante na poesia assim como na vida. Cada um pinta a sua vida de acordo com a cor do tempo, de seus amores e atribulações. A vida é uma grande aquarela com expressão poética”.
A Cor do Poema foi uma elaboração poética que consumiu tempo ao autor. Segundo Gallo, ele deveria ser um livro que falasse exclusivamente sobre amor, fortemente influenciado à época em que iniciou sua escrita pela leitura de A Arte de Amar, de Ovídio. “Mas não consegui ser clássico como o velho poeta do último século anterior a Cristo. Outros temas foram tomando forma, se entrelaçando aos temas já escritos e o resultado foi a diversificação”, confessa. Mas sente-o assim mais completo, “o amor, inspiração do livro, deu vazão à simplicidade, ao cotidiano, à memória, à nossa história”, explica.
Pela atualidade temática, Gallo acredita na identificação imediata do leitor com A Cor do Poema, proporcionada pela leitura fácil embora reflexiva. “O leitor vai descobrir que é possível extrair poesia de pessoas e coisas simples; de lembranças e saudades. Vai reviver com a poesia momentos nostálgicos”, aposta.


Assimp Acalanto – 15/03/12
 Edson Gallo (divulgação)